A Polícia Civil desarticulou uma quadrilha especializada em roubos de correntes de ouro que atuava na região central da capital paulista.
Segundo as investigações, o grupo criminoso possuía uma estrutura organizada e dividida por funções específicas para agilizar os crimes, dificultar perseguições e ocultar a origem das joias roubadas.
Nesta quinta-feira (14), a Operação Eldorado cumpriu 35 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão temporária em endereços da zona leste de São Paulo e nos municípios de Santo André, Carapicuíba e Francisco Morato.
Durante a ação, diversas joias, correntes de ouro e aparelhos celulares foram apreendidos.
Até o momento, 16 pessoas foram presas temporariamente. Destas, nove foram detidas durante a operação e outras sete já estavam presas pelo mesmo tipo de crime.
As investigações são conduzidas pela 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco), que apura desde janeiro a atuação da quadrilha na região da Rua 25 de Março, Ladeira Porto Geral e Rua Boa Vista.
Segundo a Polícia Civil, ao menos dez boletins de ocorrência já identificaram a participação dos investigados nos roubos.
🚨 COMO FUNCIONAVA A QUADRILHA
De acordo com a investigação, os criminosos se dividiam em cinco funções diferentes.
Os chamados “olheiros” observavam vítimas distraídas e identificavam possíveis correntes de ouro.
Na sequência, os “puxadores” arrancavam os objetos das vítimas e fugiam rapidamente.
Já integrantes conhecidos como “paredes” cercavam a vítima durante a ação para dificultar a visão de testemunhas e despistar possíveis perseguições.
Após os roubos, outro núcleo ficava responsável pelo transporte das joias até receptadores que atuavam em estabelecimentos comerciais da região da Sé.
Segundo a investigação, os receptadores derretiam o ouro roubado para dificultar a identificação da origem das peças.
Os investigados poderão responder pelos crimes de:
• roubo
• receptação
• associação criminosa
• corrupção de menores









