O médico brasileiro Ricardo Jorge Vasconcelos Barbosa teve o visto dos Estados Unidos cancelado após viralizar uma mensagem dele, publicada nas redes sociais, em que comemora o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk. O Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) informou ter aberto uma sindicância para investigar o médico e uma clínica particular, que o demitiu. As informações são do g1.
“Um salve a este companheiro de mira impecável. Coluna cervical”, diz a publicação do médico brasileiro. Neste sábado (13), o vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, citou a postagem e anunciou a proibição de vistos para Barbosa.
Neste domingo (14), o médico pediu desculpas para à família de Kirk: “Trata-se de uma colocação infeliz, fora de contexto e divulgada por pessoas alheias ao meu círculo. Peço desculpas à família enlutada e registro que montagens e sobreposições de imagens distorceram o conteúdo original, em nada condizendo com os princípios que sempre nortearam minha conduta pessoal e profissional: o respeito à vida e à ética”.
De acordo com Barbosa, ele e a família, incluindo esposa e irmãos, estão sendo ameaçados após a publicação.
Conselho de medicina investiga caso
Em nota publicada no Instagram na sexta-feira (12), o Cremepe informou que recebeu uma denúncia, “motivada por ampla repercussão nas redes sociais”, envolvendo a conduta do médico.
O órgão disse também que “seguirá o rito processual previsto para a devida apuração do caso” e afirmou que “todas as sindicâncias instauradas pela autarquia tramitam sob sigilo”, com o intuito de preservar “a lisura e a efetividade da investigação”.
Ricardo Barbosa diz no currículo que é formado em medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e fez residência em neurocirurgia no Hospital da Restauração, maior hospital público do Recife. No perfil acadêmico informa que fez treinamentos em cirurgia na Dinamarca.
O médico também afirma que atua na Restauração, no Hospital Unimed III, localizado no Centro da capital pernambucana. Em nota, a Unimed disse que o caso será analisado “com máxima brevidade” em reunião extraordinária do Conselho de Administração da rede, composta por 2.228 médicos cooperados.
“Por ser uma cooperativa, algumas medidas não podem ser tomadas de forma imediata, como no caso de empresas particulares. Serão adotadas as medidas cabíveis, à luz da legislação aplicável e das normas internas da cooperativa, diante de tão grave conduta, que repercutiu na classe médica e na sociedade”, afirmou a organização.

