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MULHER ASSASSINADA PELA CUNHADA É SEPULTADA APÓS SETE MESES NO IML EM ANDRADINA

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Polícia aponta crime motivado por fraude financeira e ocultação de movimentações bancárias

O corpo da auxiliar de limpeza Luciana Brites Leite, de 49 anos, foi sepultado na manhã desta quinta-feira em Andradina, após permanecer durante sete meses na câmara fria do Instituto Médico-Legal (IML).

Luciana havia desaparecido em 23 de setembro do ano passado. Quase um mês depois, os restos mortais da vítima foram encontrados em uma área rural do município.

A longa espera pela liberação do corpo ocorreu devido à necessidade da realização de exames periciais ligados às investigações do crime, prolongando ainda mais o sofrimento da família.

Segundo a Polícia Civil, o assassinato teria sido motivado por interesses financeiros e movimentações bancárias fraudulentas.

A cunhada da vítima, Tatiane Barreto Gobbi, e o genro dela, Elias Júnior Almeida, estão presos preventivamente.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Tatiane controlava o dinheiro da família e utilizava ilegalmente o nome de Luciana em empresas de fachada.

As investigações apontam que o homicídio foi planejado para ocultar as fraudes financeiras realizadas sem o conhecimento da auxiliar de limpeza.

CRIME TERIA SIDO PREMEDITADO

Ainda conforme as apurações, no dia do desaparecimento, Luciana trabalhou normalmente, mas reclamou de dores no braço.

Tatiane então teria se oferecido para levá-la até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade.

Após sair da unidade de saúde, a suspeita teria dado à vítima um medicamento tarja preta, mantendo Luciana dopada dentro do veículo.

Segundo a polícia, Tatiane circulou pela cidade até encontrar um local isolado próximo a uma usina, onde o crime foi cometido.

A denúncia afirma que Luciana foi morta após ser golpeada violentamente na cabeça e no rosto com um objeto pesado, sofrendo traumatismo craniano.

MENSAGEM FALSA E OCULTAÇÃO DO CORPO

Para tentar despistar familiares e investigadores, Tatiane teria utilizado o celular da própria vítima para enviar mensagens simulando que Luciana estava fazendo compras com uma amiga.

A versão levantou suspeitas imediatas, já que, segundo familiares, a vítima costumava se comunicar apenas por mensagens de áudio.

Após o assassinato, Elias Júnior Almeida teria ajudado a esconder o corpo utilizando galhos e troncos em uma área de mata.

Segundo a investigação, ele também inventou informações falsas para confundir a polícia e atrapalhar as buscas.

Tatiane responde pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e emboscada, além de ocultação de cadáver e fraude processual.

Já Elias responde por ocultação de cadáver e por dificultar as investigações policiais.

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