Segundo a Polícia Civil, mulher relatou ter sofrido violência sexual durante mais de sete horas de cárcere privado; suspeito também teria tentado escapar da cadeia antes de ser transferido para uma penitenciária.
A Polícia Civil de Votuporanga revelou novos detalhes sobre o caso do homem de 28 anos que manteve a ex-companheira e o filho do casal, um bebê de oito meses, reféns durante mais de sete horas na sexta-feira (16). Segundo os depoimentos prestados à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), a vítima relatou ter sido violentada sexualmente pelo menos três vezes durante o período em que permaneceu sob ameaça.
O suspeito, identificado como Higor Tiago de Lima Santana, também teria ameaçado matar a mulher e a criança, além de atear fogo no apartamento caso as equipes policiais invadissem o imóvel.
Operação mobilizou equipes especializadas
A ocorrência começou por volta das 4h30, quando, segundo as informações divulgadas, o homem abordou a ex-companheira em via pública, quando ela retornava para casa, e a obrigou a entrar no prédio sob ameaça de uma faca.
A operação de resgate mobilizou equipes da Polícia Militar e do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), enviado da capital paulista com apoio de helicóptero. Após horas de negociação, o suspeito concordou em se render e deixou o imóvel com o bebê no colo, acompanhado da mãe da criança.
A mulher e o bebê foram socorridos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhados à Santa Casa de Votuporanga.
De acordo com as informações do caso, a mulher chegou ao hospital em estado de choque e relatou os abusos que teria sofrido durante o cárcere privado.
Suspeito teria tentado fugir da cadeia
Ainda conforme as informações divulgadas, o histórico do investigado inclui registros anteriores relacionados à violência doméstica e à violência sexual. Ele também teria descumprido uma medida protetiva que já estava em vigor em favor da ex-companheira.
Depois de ser encaminhado à Cadeia Pública de Votuporanga, o homem teria tentado fugir durante a noite de sexta-feira, mas foi contido por policiais penais.
Após a audiência de custódia, a prisão preventiva foi decretada. O investigado responde por crimes relacionados ao cárcere privado, à violência doméstica, à ameaça e ao estupro, conforme as informações divulgadas pelas autoridades.
Ele foi transferido para a Penitenciária de Lucélia.
O caso segue sob responsabilidade das autoridades policiais e judiciais. As acusações deverão ser apuradas no decorrer do processo.
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