Edivan Tonelote nega irregularidades e diz ser vítima de perseguição política
A sessão ordinária da Câmara Municipal de Meridiano, realizada na noite desta segunda-feira (6), foi marcada por clima tenso, debates acalorados e a aprovação de um pedido de cassação contra o vereador Edivan Cássio Tonelote.
O parlamentar foi afastado temporariamente de seu cargo após a decisão do plenário. Um suplente chegou a ser convocado, mas não compareceu para dar continuidade aos trabalhos legislativos.
Edivan nega as acusações e classificou a medida como “perseguição política” e “politicagem”, afirmando que apresentou documentos que comprovariam sua inocência. As denúncias envolvem supostas irregularidades em projetos ligados a familiares.
Questionamentos e clima de confronto
Um dos momentos mais tensos da sessão ocorreu quando o vereador questionou a permanência do presidente da Câmara e do segundo secretário em seus cargos.
Segundo ele, ambos também estariam entre os denunciados e, por uma questão de isonomia e respeito ao regimento interno, deveriam igualmente ser afastados.
O pedido não foi aceito, o que gerou novas críticas por parte do parlamentar.
“Estão rasgando o regimento interno e qualquer tipo de lei”, afirmou Edivan durante a sessão.
Polarização e crise política
Após o encerramento da reunião, que se estendeu até as 22h, o vereador voltou a criticar o cenário político do município, apontando uma forte polarização que, segundo ele, tem prejudicado o desenvolvimento da cidade.
“Infelizmente esse é o tipo de política que temos aqui. Nessa briga, quem perde é o povo de Meridiano”, declarou.
A sessão evidenciou a divisão no Legislativo municipal, com denúncias cruzadas e um cenário de instabilidade política.
O caso agora segue para análise de uma comissão específica, que irá avaliar o mérito do pedido de cassação e definir os próximos passos do processo.

