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FAMÍLIA COBRA JUSTIÇA APÓS MORTE DE PACIENTE DURANTE TRANSFERÊNCIA EM ASSIS

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Homem de 58 anos teria sofrido queda dentro da UPA após passar mal; familiares apontam suspeita de negligência

A família de José Roberto de Oliveira Novaes, morador de Pedrinhas Paulista, cobra respostas e justiça após a morte do paciente, registrada no último sábado durante uma transferência médica em Assis.

O caso ganhou repercussão nesta terça-feira após o depoimento do irmão da vítima, Júlio de Oliveira, que relata suspeita de omissão e despreparo no atendimento realizado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Assis.

José Roberto tinha 58 anos, era portador de marca-passo e procurou atendimento médico após apresentar fortes dores no peito e no abdômen, além de suor frio e intenso mal-estar.

QUEDA DURANTE EXAME

Segundo a família, o paciente foi inicialmente atendido em Pedrinhas Paulista e depois transferido pelo SAMU para a UPA de Assis para realização de exames complementares, incluindo raio-x.

Os parentes afirmam que a esposa da vítima alertou os profissionais de saúde sobre a fragilidade do paciente, informando que ele estava muito fraco e não conseguia permanecer em pé.

Mesmo assim, segundo o relato familiar, a equipe teria insistido para que o exame fosse realizado com José Roberto erguido. Durante o procedimento, ele teria desmaiado e sofrido uma queda violenta, batendo a nuca no chão.

A família relata ainda que o paciente permaneceu durante horas na unidade e, quando foi transferido para o Hospital Regional de Assis, já teria chegado sem vida ao local.

Diante da situação, a unidade hospitalar acionou a Polícia Civil, Polícia Militar e a perícia para registrar oficialmente a ocorrência.

PREFEITURA NEGA NEGLIGÊNCIA

Em nota oficial, a Prefeitura de Assis negou qualquer falha ou negligência no atendimento.

Segundo o município, no momento da queda durante o exame radiológico, o paciente sofreu uma parada cardiorrespiratória imediata.

A administração informou que a equipe médica realizou manobras de reanimação e conseguiu restabelecer os batimentos cardíacos em aproximadamente 40 segundos.

Ainda conforme a prefeitura, José Roberto foi encaminhado em estado crítico para a sala de emergência e apresentou piora contínua no quadro clínico.

O município afirma que as solicitações de transferência foram iniciadas às 20h46 e reforçadas com urgência perto das 23h30.

O SAMU teria deixado a UPA por volta da meia-noite com o paciente ainda apresentando sinais vitais. A hipótese levantada pela administração é de que ele tenha sofrido uma nova parada cardíaca durante o trajeto até o Hospital Regional.

LAUDO DO IML AINDA É AGUARDADO

O corpo da vítima passou por exames no Instituto Médico Legal (IML), e o laudo oficial deverá apontar as causas exatas da morte.

Enquanto isso, a família segue contestando a versão oficial e afirma acreditar que a queda sofrida dentro da unidade comprometeu gravemente a condição do paciente.

Os órgãos responsáveis pelo Hospital Regional e pela gestão regional do SAMU também foram procurados para comentar o caso, mas ainda não haviam se manifestado oficialmente.

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