Miguel Costa Silva, de apenas 1 ano, morreu após ser arremessado durante capotamento em São José do Rio Preto
A morte do pequeno Miguel Costa Silva, de apenas um ano de idade, gerou forte comoção e levantou um importante debate sobre a segurança no transporte público de pacientes, especialmente crianças transportadas em ambulâncias municipais.
O acidente aconteceu no bairro São Tomaz, em São José do Rio Preto, quando a ambulância da prefeitura em que o bebê estava capotou após ser atingida por um carro de passeio.
Após a tragédia, o pai da criança, o operador de máquina Lucas Costa da Silva, passou a questionar publicamente as condições de segurança oferecidas dentro dos veículos de transporte da saúde pública.
Segundo ele, não havia cadeirinha, bebê conforto ou qualquer equipamento adequado para proteger crianças pequenas durante o trajeto.
De acordo com as investigações baseadas no boletim de ocorrência, a colisão aconteceu no momento em que a ambulância cruzava uma via.
Com a violência do impacto, Miguel e a mãe dele foram arremessados para fora do veículo.
O motorista do carro realizou testes que descartaram sinais de embriaguez. Em depoimento, ele afirmou que tentou frear, mas não conseguiu evitar a batida.
A mãe do bebê, de 33 anos, sofreu ferimentos graves e cortes na cabeça, sendo socorrida inconsciente. Ela permaneceu internada por alguns dias e posteriormente recebeu alta médica.
Miguel, porém, não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
CRIANÇA TINHA CONDIÇÃO RARA DE SAÚDE
O pai relatou que o filho dependia de traqueostomia e utilizava aparelhos para respirar devido a uma condição rara de saúde.
Por esse motivo, todas as sextas-feiras a família utilizava o transporte da Central de Remoções para levar o menino até o Hospital da Criança e Maternidade, onde ele recebia acompanhamento e medicação.
Lucas criticou duramente a estrutura interna das ambulâncias e afirmou que as macas não oferecem estabilidade suficiente para crianças em caso de acidentes.
Segundo ele, medidas urgentes precisam ser adotadas para garantir mais segurança aos pacientes transportados.
SINALIZAÇÃO TAMBÉM É QUESTIONADA
Além da estrutura do veículo, o cruzamento onde ocorreu o acidente também virou alvo de reclamações.
Imagens de câmeras de monitoramento analisadas pela polícia mostram que a ambulância avançou a via preferencial.
O pai da criança afirmou que a sinalização do local é precária e quase invisível, destacando que havia apenas uma placa improvisada de “pare” presa em um poste, sem qualquer pintura de advertência no asfalto.
Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o serviço atende pacientes com severas limitações de locomoção e afirmou que todos os protocolos vigentes foram seguidos durante o transporte.
No entanto, o órgão não detalhou quais são os procedimentos específicos utilizados para prender bebês e crianças pequenas dentro das ambulâncias.









