Publicação emocionante relembra agressão sofrida há mais de 15 anos e destaca superação e importância da rede de proteção às mulheres
Uma publicação feita por Edineia Ernandes nas redes sociais gerou forte comoção entre internautas ao trazer à tona um episódio marcante de violência doméstica vivido por ela no ano de 2009, em Fernandópolis.
Na postagem, Edineia compartilhou uma fotografia antiga em que aparece com o rosto gravemente machucado após sofrer agressões físicas. O relato emocionou seguidores e rapidamente repercutiu nas redes sociais devido à força do depoimento e à reflexão feita sobre os avanços no combate à violência contra a mulher.
Segundo Edineia, na época em que foi vítima da agressão, o cenário jurídico e a rede de proteção às mulheres eram muito diferentes dos dias atuais.
Ela destacou que ainda não existia a mesma fiscalização, acolhimento e rigor da Justiça proporcionados atualmente pela consolidação da Lei Maria da Penha e pelas políticas de combate ao feminicídio.
Em um trecho do desabafo, a moradora afirmou que, se o episódio tivesse acontecido nos dias atuais, com os filhos já adultos, o desfecho poderia ter sido ainda mais grave.
Segundo ela, diante da revolta familiar, os próprios filhos poderiam ter reagido violentamente para defendê-la.
Apesar da lembrança dolorosa, Edineia fez questão de transformar a publicação em uma mensagem de superação, fé e recomeço.
Ela afirmou que hoje consegue olhar para trás como uma sobrevivente e agradeceu por ter conseguido reconstruir sua vida após enfrentar um dos períodos mais difíceis de sua trajetória.
No texto, também criticou julgamentos feitos por pessoas que desconhecem o seu passado e ressaltou que atualmente vive em paz e com dignidade.
A postagem recebeu centenas de mensagens de apoio, carinho e solidariedade de amigos, familiares e seguidores que se mostraram emocionados com a coragem da mulher em compartilhar a história.
O caso acabou reacendendo o debate sobre os impactos duradouros da violência doméstica e a importância de acolher mulheres sobreviventes, muitas vezes marcadas por traumas invisíveis durante anos.












