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Marilia

Dias após sepultar o pai, filha recebe aviso de que exame aguardado por ele foi liberado em Marília

Por Notícias Noroeste Publicado em 03/08/2026 10:36 Atualizado em 03/08/2026 10:36 77 visualizações (77 hoje)
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Idoso de 72 anos aguardava uma tomografia de crânio para auxiliar no diagnóstico e tratamento; família recebeu a liberação do exame após a morte do paciente.

Uma família de Marília (SP) viveu um momento de profunda tristeza após receber uma informação que chegou tarde demais. Dias depois de sepultar o pai, a filha de Mauro Pereira da Silva, de 72 anos, recebeu uma mensagem da Secretaria Municipal da Saúde informando que a tomografia de crânio aguardada pelo idoso havia sido liberada.

A resposta da filha emocionou pela simplicidade e pelo peso da situação: “Não precisa mais. Meu pai faleceu.”

Segundo relatos da família, Mauro enfrentava problemas de saúde e aguardava o exame para ajudar na definição do diagnóstico e do tratamento. Durante o mês de julho, ele permaneceu internado na UPA Norte aguardando uma transferência, por meio da Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS), para uma unidade hospitalar.

De acordo com os familiares, o idoso havia sofrido um infarto, apresentava quadro de AVC, diabetes, perda de memória e dificuldades de locomoção. A tomografia era considerada um exame importante para auxiliar os médicos na avaliação do caso.

Ainda segundo a família, como a transferência não ocorreu, Mauro recebeu alta médica e retornou para casa. Nos 16 dias seguintes, permaneceu debilitado. Na tentativa de agilizar o atendimento, os familiares chegaram a iniciar uma arrecadação para realizar o exame na rede particular, mas não conseguiram obter o valor necessário a tempo.

Mauro Pereira da Silva morreu no dia 29 de julho. Conforme a certidão de óbito, as causas registradas foram insuficiência cardíaca descompensada, cardiopatia isquêmica crônica, aterosclerose coronariana, diabetes mellitus e doença de Alzheimer.

O caso trouxe novamente o debate sobre a espera por exames e procedimentos na rede pública de saúde, especialmente em situações em que o tempo pode ser determinante para o diagnóstico e tratamento de pacientes.

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