Família busca alternativas para garantir medicamento de alto custo usado no tratamento de linfoma de Hodgkin; próxima aplicação está prevista para agosto.
Uma adolescente de 13 anos, moradora de Jaraguá do Sul (SC), enfrenta um momento de incerteza durante a batalha contra um linfoma de Hodgkin. A jovem, que iniciou o tratamento contra a doença em janeiro de 2025, corre o risco de ter uma etapa importante da terapia interrompida após a suspensão de uma decisão judicial que determinava o fornecimento de um medicamento considerado essencial pela equipe médica.
Segundo informações, após passar por três protocolos de tratamento sem alcançar o resultado esperado, os médicos indicaram o uso do medicamento brentuximabe vedotina, uma medicação de alto custo que chega a aproximadamente R$ 38 mil por dose.
A família havia conseguido na Justiça o direito de receber o medicamento pelo poder público. Porém, a União, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), apresentou recurso contra a decisão. Posteriormente, um desembargador suspendeu a determinação, e o processo segue aguardando uma nova análise, ainda sem data definida para julgamento.
Com a possibilidade de interrupção do tratamento, familiares e amigos passaram a realizar campanhas solidárias, rifas e outras ações para arrecadar recursos e tentar garantir a continuidade das aplicações. A próxima dose do medicamento está prevista para ser administrada até o dia 19 de agosto.
O caso chama atenção para a discussão sobre o acesso a medicamentos de alto custo no Brasil e os desafios enfrentados por pacientes e famílias que dependem de decisões judiciais para manter tratamentos considerados fundamentais.
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