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Palestina

Polícia Civil conclui inquérito sobre morte de pescador em Palestina e não indicia policiais ambientais

Por Notícias Noroeste Publicado em 03/08/2026 17:52 Atualizado em 03/08/2026 17:52 49 visualizações (49 hoje)
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Investigação apontou ausência de elementos para responsabilização criminal dos agentes; caso será analisado pelo Ministério Público.

A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigava a morte do pescador Manoel Martines Mendes, de 30 anos, ocorrida em outubro do ano passado no Rio Turvo, na região da Cachoeira do Talhadão, no distrito de Duplo Céu, em Palestina (SP).

Ao final das investigações, o delegado responsável pelo caso, Luciano Birolli, decidiu não indiciar os quatro policiais ambientais que participaram da ocorrência. Segundo o relatório, não foram encontrados elementos suficientes para sustentar a hipótese de homicídio.

O caso ganhou grande repercussão após uma mulher afirmar aos familiares da vítima que teria presenciado a abordagem e que o pescador teria sido agredido e lançado no rio pelos policiais.

Entretanto, de acordo com a Polícia Civil, o depoimento permaneceu isolado e não foi confirmado pelos demais elementos reunidos durante a investigação. Conforme o relatório, outras provas e os depoimentos colhidos ao longo do inquérito apresentaram versão diferente da relatada pela testemunha.

Paralelamente, o Inquérito Policial Militar também concluiu que não houve crime militar praticado pelos agentes e solicitou a apuração de uma possível falsa comunicação relacionada ao depoimento da testemunha.

Versão apresentada pelos policiais

Durante a investigação, os policiais ambientais relataram que realizavam uma fiscalização de rotina quando encontraram Manoel pescando em um local onde a atividade era proibida.

Segundo os agentes, ao perceber a abordagem, o pescador teria fugido e saltado no rio por iniciativa própria. Eles afirmaram ainda que acionaram o Corpo de Bombeiros assim que conseguiram sinal de comunicação na região.

Caso segue sob análise

Com a conclusão das investigações na esfera policial, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que analisará o conteúdo do processo para decidir se promove o arquivamento do caso ou se solicitará novas diligências.

A família de Manoel, no entanto, informou que não concorda com a conclusão da investigação.

O pai da vítima, Antônio Pereira Mendes, declarou que pretende buscar novos meios judiciais para tentar esclarecer as circunstâncias da morte do filho.

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